Tuesday, November 13, 2007

Hoje sonhei.

Hoje sonhei que havia um escorrega novo ao pé da minha casa. No alto do parque, por entre os pinheiros que fazem com que aquele parque seja igual todo o ano, lá estava ele.
Sempre gostei de escorregas. Uma das piores coisas em se ser adulto é já não se poder andar de escorrega sem pagar para ir a um parque aquático. E nem sequer é bem a mesma coisa...

Tinham portanto feito um escorrega novo no parque. Era na realidade um escorrega duplo, muito parecido com o que havia n'O Século: um amarelo e um vermelho, com dois saltos pelo meio.

Aproximei-me. O pessoal subiu e eu fiquei cá em baixo, à espera de ver se aquilo aguentava com adultos. Aguentou.

Por esta altura o escorrega duplo já era apenas um único, o amarelo.

Enchi-me de coragem e preparei-me para descer aquele monstro altissimo. O escorrega tinha de facto crescido, baseava-se agora num enorme edificio, esguio mas muito alto. As paredes eram brancas, as portas e as janelas eram azuis. Subi umas escadas castanhas escuras, com degraus de escadas normais.

Neste momento o escorrega já não era um escorrega, na verdade, era mais um prédio onde eu sabia que tinha de entrar para ir para o escorrega.

No alto das escadas cheguei a uma porta e entrei. O ambiente era o de umas piscinas públicas, ecos e mais ecos e vozes.

Estava lá um senhor que não me disse uma palavra. Como que em resposta a este silêncio, chegou um amigo meu da primária que me disse: "tens de ir buscar a chave."

Dirigi-me para um quadro electrico onde, carregando na parte de cima se dava acesso a um chaveiro. Não estava lá a chave. O meu amigo deu-me a chave não sei como.

Era o momento da verdade. Aproximei-me completamente sozinho da porta que eu sabia ia dar ao escorrega. Imaginei como devia ser alto, mas estava cheio de vontade de descer aquilo.

Não me lembro de como era a imagem quando passei a porta. Lembro-me que vi as coisas de fora: estava no alto de um escorrega amarelo gigante, e havia muito vento. Lembro-me que tive medo mas escorreguei por ali abaixo e foi brutal.

Nessa altura acho que acordei na realidade. Voltei a pegar no sono.

Vi uma grelha de partida de um Grande Prémio. Começavam a dar pelos últimos lugares, e eram só velhotas: lembro-me que a última tinha o tempo de 55".

Pensei "Não sabia que havia tempos. Se soubesse tinha descido mais depressa."

Os tempos continuavam a passar, e as pessoas iam mudando à medida que se avançava mais na grelha: as velhotas davam lugar a pessoal mais novo, gajos com tempos de 18".

Depois acordei. Não sei que tempo fiz.

2 comments:

The Lone Ranger said...

O que um gajo perde quando se afasta de casa...
Era gajo para ter feito uma volta de qualificaçao.

Alice no Labirinto das Metamorfoses said...

nostalgia..." dois a dois em fila"
o caminho da escola até ao parque parecia interminável, e era só ao virar da esquina.