Friday, November 16, 2007

Tuesday, November 13, 2007

Hoje sonhei.

Hoje sonhei que havia um escorrega novo ao pé da minha casa. No alto do parque, por entre os pinheiros que fazem com que aquele parque seja igual todo o ano, lá estava ele.
Sempre gostei de escorregas. Uma das piores coisas em se ser adulto é já não se poder andar de escorrega sem pagar para ir a um parque aquático. E nem sequer é bem a mesma coisa...

Tinham portanto feito um escorrega novo no parque. Era na realidade um escorrega duplo, muito parecido com o que havia n'O Século: um amarelo e um vermelho, com dois saltos pelo meio.

Aproximei-me. O pessoal subiu e eu fiquei cá em baixo, à espera de ver se aquilo aguentava com adultos. Aguentou.

Por esta altura o escorrega duplo já era apenas um único, o amarelo.

Enchi-me de coragem e preparei-me para descer aquele monstro altissimo. O escorrega tinha de facto crescido, baseava-se agora num enorme edificio, esguio mas muito alto. As paredes eram brancas, as portas e as janelas eram azuis. Subi umas escadas castanhas escuras, com degraus de escadas normais.

Neste momento o escorrega já não era um escorrega, na verdade, era mais um prédio onde eu sabia que tinha de entrar para ir para o escorrega.

No alto das escadas cheguei a uma porta e entrei. O ambiente era o de umas piscinas públicas, ecos e mais ecos e vozes.

Estava lá um senhor que não me disse uma palavra. Como que em resposta a este silêncio, chegou um amigo meu da primária que me disse: "tens de ir buscar a chave."

Dirigi-me para um quadro electrico onde, carregando na parte de cima se dava acesso a um chaveiro. Não estava lá a chave. O meu amigo deu-me a chave não sei como.

Era o momento da verdade. Aproximei-me completamente sozinho da porta que eu sabia ia dar ao escorrega. Imaginei como devia ser alto, mas estava cheio de vontade de descer aquilo.

Não me lembro de como era a imagem quando passei a porta. Lembro-me que vi as coisas de fora: estava no alto de um escorrega amarelo gigante, e havia muito vento. Lembro-me que tive medo mas escorreguei por ali abaixo e foi brutal.

Nessa altura acho que acordei na realidade. Voltei a pegar no sono.

Vi uma grelha de partida de um Grande Prémio. Começavam a dar pelos últimos lugares, e eram só velhotas: lembro-me que a última tinha o tempo de 55".

Pensei "Não sabia que havia tempos. Se soubesse tinha descido mais depressa."

Os tempos continuavam a passar, e as pessoas iam mudando à medida que se avançava mais na grelha: as velhotas davam lugar a pessoal mais novo, gajos com tempos de 18".

Depois acordei. Não sei que tempo fiz.

Monday, November 12, 2007

cabeceira

Nunca percas o teu copo de água,
Eu sei que é nele que guardas os teus sonhos.

Eu tenho macaquinhos no sotão...

...e são suecos.



"Se x macacos carregarem aleatoriamente nas teclas de máquinas de escrever, eventualmente hão-de escrever uma obra completa de Shakespeare, mesmo que isso demore milhões de anos."

Felizmente alguém os parou a tempo.
E assim se descobriu que os macacos, em vez de Shakespeare, tinham feito isto:



The Knife - We share our Mother's health.

Saturday, November 10, 2007

Registo

Saturday, November 3, 2007

Num Mundo sem água, as artes do Mar vão sobreviver nos nós das gravatas.

Friday, November 2, 2007

440

Injectaram-me um grito mudo na boca.

E agora?
Quem é que o grita por mim?




Monday, October 29, 2007

O Absolutismo - uma justificação matemática.

Um zero à esquerda é sinal de um valor abaixo da unidade. À esquerda do quê? Da virgula, pressupõe-se.

Ou seja:

0, <-------- Zero à Esquerda

Pode-se pôr os algarismos que se quiser à direita da vírgula, mas se há um Zero à Esquerda, então o valor será sempre baixo.

Dir-se-á: "E se houver algarismos à esquerda do Zero à Esquerda?"

185730, <---------------- algarismos à esquerda do Zero à Esquerda.

Como se vê pela representação, não se trata já de um Zero à Esquerda, mas sim de um Zero ao Centro-Esquerda. Se por um lado confere valor, menos verdade não é que quem está realmente à Esquerda são os restantes algarismos, e estando nas unidades, qual será o seu real valor face aos elementos mais à Esquerda? Encontra-se dependente deles para ter um verdadeiro peso. A coisa vale pelo conjunto.

Zero ao Centro:

0
,

É na realidade um Zero. Há também uma virgula. Mas um Zero ao Centro é um Zero. Uma nulidade.

Um Zero à Direita, por seu turno, é na realidade um elemento redundante:

,0 <------------- Zero á direita.

Mesmo com o apoio dos seus pares à Esquerda, pouco ou nada contribui para a definição do valor do conjunto:

57239,0 <------------------ Zero à Direita.

O Zero ao Centro-Direita tem já algum peso para o número em si:

x,01 <--------------------- Zero ao Centro-Direita

Quantos mais Zeros ao Centro-Direita, menor será o valor dos elementos à Extrema-Direita.

x,01 > x,009 <------------ Diferentes valores para diferentes números com Zero ao Centro-Direita.

Tendo já adquirido a fundamentação teórica para os diferentes posicionamentos de Zero num eixo X, trazemos agora à consideração um eixo Y, num referencial (X,Y), em que:

Y
^
|
|
|
|--------------------> X
,

Assim, surgem novas possibilidades, de entre as quais nos debruçamos agora sobre uma em particular:

Y
^
|
| 0
| 1
|--------------------> X
,

Ou seja:

X1 < X0 ^ [e] Y1 < Y0

Estamos assim perante o Zero Acima.

Esta situação é também vulgarmente representada sem o recurso ao eixo, no que chamamos uma "potência".

10 <------------------ 1 à potência de Zero (ou 1 sob Zero Acima)

As leis vigentes da Política, e os mais recentes estudos feitos pela massa critica do Povo e alguns intelectuais, permitem-nos considerar verdadeira uma premissa nascida nos meios académicos mais prestigiados e que é hoje corrente entre todos os sectores da sociedade:

"Para o Governo, todos somos apenas números."

Posto isto:

As leis da Matemática dizem-nos que "qualquer número elevado à potência de Zero é igual à unidade". Ou seja, qualquer número sob a influência do Zero-Acima, independentemente do seu valor original, assume o valor da unidade.

89^0 = 1
194525,385 ^0 = 1

Assim, consideremos os índices de satisfação por quadrantes:

Em Y é conseguida a satisfação: o Zero encontra-se acima dos seus pares, exerce o seu poder e consegue assim prazer hedonista.

Em X:

Para Zero à Esquerda e Zero ao Centro-Esquerda: Satisfação conseguida. Todos os algarismos se tornam iguais sob a influência de um elemento comum. A teoria reforça esta ideia.

Para Zero ao Centro: Continua ao Centro. Não perde a sua qualidade de Centro e assim todos os restantes elementos lhe são ainda periféricos. No entanto, continua a ser uma Nulidade, e a consciência da sua natureza de elemento nulo deprime-o e remete-o a um silêncio orgulhoso.

Para Zero à Direita e Zero ao Centro-Direita: Posto que X1 < X0 ^ [e] Y1 < Y0 torna-se claro que o posicionamento de Zero-Acima é no fundo no fundo, à Direita, o que pode ser reforçado pela análise do esquema gráfico apresentado anteriormente. Assim, a satisfação é conseguida pela clara identificação de Zero-Acima como um dos pares de Zero à Direita e Zero ao Centro-Direita.

Exercendo o seu poder de forma igualitária perante todo e qualquer número, a partir do seu plano superior, é o Zero Acima o verdadeiro elemento unificador de todos os números, e por conseguinte, da Sociedade, considerando a premissa supracitada.

Para o menino Eolo...

...uma salva de palmas!


ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!